Nunca tive problemas com não-aceitação, rejeição ou preconceito nas escolas pelas quais a Maria passou.
Na primeira escola onde ela estudou em São Paulo (captal) desde 1 ano e 11 meses de idade aos 2 anos e 6 meses foi recebida com muito carinho e doação total por parte de todos, desde a proprietária da escola aos pais das outras crianças. Todos se mostraram interessados em conhecer a Maria, no primeiro mês foram em peso à festinha de aniversário dela, sempre levavam alguma lembrancinha que sabiam que a Maria iria gostar, como esmalte rosa, lanterninha das princesas e até lembrancinhas de festinhas que não pudemos ir. Me surpeendí, porque confesso que eu estava muito insegura com essa questão da aceitação. Toda a equipe da escola se prontificou a ouvir os terapeutas e sempre me questionavam sobre alternativas para que ela pudesse cada vez mais participar das atividades. Desde o começo meu maior receio era que ela fosse colocada com crianças menores por ela ainda não andar e ter dificuldade de movimentos nos membros superiores. Mas pra evitar essa situação sempre pedí que ela fizesse as atividades indicadas pras crianças da idade dela. Ela amava a escolinha e era muito amada por lá também. E olha que eu estou falando de uma escola em São Paulo onde as pessoas tem fama de serem mais frias. Mas a Maria, graças a Deus, era tratada com muito carinho. Trago duas frases que me marcaram muito. Uma foi da proprietária da escolinha, ela disse assim quando soube que iríamos nos mudar pro interior: - Não acredito que vocês vão levar meu bibelô embora!?!?
Outra e mais forte e me emociona MUITO só de lembrar veio da filha da dona da escolinha, a Taísa, que aos prantos e grudada na minha filhota disse assim ao se despedir da Maria: - Parece
que estou perdendo um filho!
A mesma Taísa que me entregava a Maria todas as tardes de banho tomado, muito cheirosa e a cada dia com um penteado mais lindo!Na primeira escola onde ela estudou em São Paulo (captal) desde 1 ano e 11 meses de idade aos 2 anos e 6 meses foi recebida com muito carinho e doação total por parte de todos, desde a proprietária da escola aos pais das outras crianças. Todos se mostraram interessados em conhecer a Maria, no primeiro mês foram em peso à festinha de aniversário dela, sempre levavam alguma lembrancinha que sabiam que a Maria iria gostar, como esmalte rosa, lanterninha das princesas e até lembrancinhas de festinhas que não pudemos ir. Me surpeendí, porque confesso que eu estava muito insegura com essa questão da aceitação. Toda a equipe da escola se prontificou a ouvir os terapeutas e sempre me questionavam sobre alternativas para que ela pudesse cada vez mais participar das atividades. Desde o começo meu maior receio era que ela fosse colocada com crianças menores por ela ainda não andar e ter dificuldade de movimentos nos membros superiores. Mas pra evitar essa situação sempre pedí que ela fizesse as atividades indicadas pras crianças da idade dela. Ela amava a escolinha e era muito amada por lá também. E olha que eu estou falando de uma escola em São Paulo onde as pessoas tem fama de serem mais frias. Mas a Maria, graças a Deus, era tratada com muito carinho. Trago duas frases que me marcaram muito. Uma foi da proprietária da escolinha, ela disse assim quando soube que iríamos nos mudar pro interior: - Não acredito que vocês vão levar meu bibelô embora!?!?
Outra e mais forte e me emociona MUITO só de lembrar veio da filha da dona da escolinha, a Taísa, que aos prantos e grudada na minha filhota disse assim ao se despedir da Maria: - Parece

Tinha também a tia Dani que sempre vinha com ideias pra estimular e incluir a Maria nas atividades. A tia Nayara por quem a Maria se derretia e se esforçava tanto pra falar o nome dela e a sua mãe, a tia Penha sempre tão amorosa com a Maria.
Essa é uma instituição e são pessoas que eu vou carregar e fazer com que a Maria não se esqueça jamais!!!!
Por "N" motivos resolvemos nos mudar pro interior (Assis) e a minha maior preocupação foi a questão escolar. Em São Paulo as pessoas estão mais acostumadas com o "diferente" e agem com mais naturalidade. Visitei 4 escolinhas com o Rô, sempre levando a Maria conosco e em uma delas fomos recebidos pela dona da escolinha, que percebendo a deficiência da Maria começou a colocar vários obstáculos pra matrícula dela. Até que encontramos "a escola". Muito bonitinha, todas as "tias" são pedagogas formadas. Antes da matrícula fomos gentilmente recebidos pela proprietária e a professora da salinha em que a Maria iria estudar. Explicamos toda situação, como lidar com as limitações, como estimular, etc. E deixamos muito claro que não queríamos tratamento especial pra Maria, queríamos que ela fosse bem tratada como os outros alunos, nem mais nem menos!!! A dona da escolinha me prguntou se tinha que comprar algum material especial pra Maria e eu respondi que nõ precisava ter nada especial, pois NÃO ESPERO QUE O MUNDO SE ADAPTE À MARIA, MAS QUE A MARIA EDUARDA SE ADAPTE AO MUNDO!
Adoraria que o mundo estivesse preparado pra receber a minha filha e que as coisas fossem mais fáceis pra ela, mas tenho plena consciência que isso é utopia e que as coisas serão mais difíceis na vida dela do que na vida de pessoas sem limitações
físicas. Tudo bem, a Maria no alto dos seus 2,9anos me ensinou que isso não é impecílio pra ela fazer as coisas do jeitinho dela e no tempo dela... e faz cada coisa que até Deus duvida!!!(RS!)
Estava tudo indo bem nessa nova escolinha, ela amou tudo. Até que na segunda semana eu resolvi acompanhar a manhã de atividades pelo site da escola e vi todas as crianças com um monte de pecinhas e a Maria sem nenhuma e depois vi cada criança com um caderno pintando e a Maria só olhando. Me acabei de chorar!!!! Decidi esperar e acompanhar mais uns dias pra ter certeza de que não faria nada de cabeça quente e nenhum julgamento precipitado. Mas o Rodrigo na manhã seguinte acordou bem cedo e quando dei falta, ele já estava sentado na sala do dono da escola perguntando se estava faltando algum material, se tinha alguma lista que não compramos ou o que deixamos de providenciar pra Maria não participar das atividades como os outros alunos. Ele disse que não faltava nada e então o Rô descarregou tudo o que tínhamos visto e repetiu que não esperávamos um tratamento especial ou melhor pra Maria, mas que também não admitiríamos tratamento inferior. O diretor prontamente mandou chamar a professora e colocou na frente do Rô pra que ela explicasse aos dois o porquê da Maria ter sido excluída das atividades. Ela disse que a Maria precisava de um caderno de desenho e giz de cera.
Quando o Rô chegou em casa e me contou tudo, fui imediatamente providenciar o que "estava faltando" e levei na escolinha na mesma manhã.
Não sei se simplesmente faltava algum material ou se essa foi uma maneira da professora justificar o despreparo dela em lidar com uma criança como a Maria, afinal a minha filha sempre foi muito bem tratada e recebida de braços abertos por todos nessa escolinha. É claro que ela não vai pegar um monte de peças de Lego e montar o castelo de Greyscow, mas ela vai explorar, encaixar algumas, outras não vai conseguir. Em casa nós desenhamos bastante juntas e com certeza na escola não vai ser diferente. TEM QUE TER OPORTUNIDADE DE TENTAR!
Meu objetivo de ter colocado a Maria na escolinha desde cedo não é simplesmente pra que ela aprenda a contar, reconhecer cores, formas, pintar, escrever montar e desenhar, mas sim pra que ela entre desde cedo em contato com o mundo e que entenda e aceite as diferenças com naturalidade.
Não vou privar a minha filha jamais do contato com a vida lá fora e vou sempre estar aqui pra mostrar que a vida dela vai muitíssimo além da deficiência e que esta nunca vai ser obstáculo pra que ela explore tudo de bom que o mundo tem a oferecer e que também não posso protegê-la de todas as coisas ruins da vida, mas to "muito aqui" pra ensiná-la a se defender.
Não podemos ter receio de mostrar a vida aos nossos filhos, eles têm que estudar e nós temos que encontrar maneiras de facilitar a vida escolar. Hoje existem vários aparelhinhos que facilitam a escrita, teclados de computador adaptados, etc.
A nossa função como pais de crianças com necessidades especiais é participar ativamente da vida escolar dos nossos filhos e auxiliar no que estiver ao nosso alcance pra facilitar o trabalho dos professores. Muitas vezes temos que controlar o instinto de superproteção e conversar ponderadamente com os responsáveis pela escola. Afinal, se queremos que nossos filhos sejam tratados com carinho, temos que saber conversar com os docentes com o mesmo carinho que desejamos receber. To errada?Nem nós pais estávamos preparados pra receber um filho com deficiência e, no entanto aprendemos a lidar com todas os obstáculos impostos pelas limitações. Imaginem os professores que nunca haviam entrado em contato com crianças deficientes!?
Temos que aprender a avaliar as situações sob duas óticas completamente diferentes. A dos pais que esperam o melhor e dos professores que muitas vezes não sabem qual o melhor caminho pra estimular essas crianças. Ajudando a escola na compreensão desse universo em que vivemos com nossos filhos e buscando auxílio da escola certamente conseguiremos alcançar o onbjetivo principal que é preparar nossos filhos para serem profissionais capacitados e serem humanos fortes.
Isso tudo são constatações leigas, muito pessoais advindas da minha pouca experiência como mãe de uma criança em idade escolar, mas que eu acho importante dividir.
Parabéns pelo blog e pela filha linda! =]
ResponderExcluirA Maria é linda!!!
ResponderExcluirLinda! Parabéns a família toda...!!!
ResponderExcluiroi querida não sei se esse blog ainda está ativo mas estou passando por um caso tipo semelhante ao seu e gostaria muito de entrar em contato com vc se caso vc tiver facebook,telefone orkut algo assim por favor vc vai me ajudar muito estou com minha bebê de 1 ano e 4 meses ela ainda não anda os médicos estão com suspeits de artogripose nas pernas e gostaria muito de entender sobre essa questão sua é filha é linda uma guerreira e a minha também está sendo um beijo grande Cristiane Santos
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